A pergunta era o que estão vendo na foto??







, as pessoas se encontram neste lugar.




Esta é a mala de leitura, ou a mala de histórias. Ela é cheia de histórias.
Através do teatro, a criança pode liberar sentimentos reprimidos, experimentar as coisas que dão medo e vencer os obstáculos mentalmente ,através do faz de conta. As atividades dramáticas estimulam a capacidade intelectual, a espontaneidade , a imaginação, a observação, a percepção e o relacionamento social. Através de exercícios dramáticos também desenvolvem habilidades físicas,voz,olhar,gestos,movimentos,equilíbrio,flexibilidade,expressão corporal e verbal.
É pelo teatro que a criança desenvolve seu potencial criativo tornando sua vida mais rica e mais ativa.
As experiências vividas no jogo teatral são recriadas pela criança no ambiente familiar ajudando a superar conflitos. O teatro ,como recurso pedagógico destina-se a fixar conhecimentos, encontrar soluções para os problemas, inverter papeis de heróis e vencidos. Proporciona o aprendizado de qualquer disciplina de forma concreta e descontraída. No teatro a criança se transforma no agente do próprio ensino participando ativamente do processo de aprendizagem.
Em vista de que processo de estímulo à leitura se inicia na infância com os pais, tem continuidade na ação da escola e deve permanecer com as políticas públicas de leitura, mas reconhecendo que isso nem sempre é o que realmente acontece, Minha familia abraçou a causa de promover o encontro entre pequenos leitores, acreditando que a leitura possa ser compartilhada nos espaços mais simples. Na verdade, as pessoas gostam de se encontrar para ler em grupo e essa dinâmica é tanto quanto ou mais agradável quando se aceita a solicitação das próprias crianças. Criou-se assim nosso Bando da Leitura
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"Era uma vez muitas cigarras...
Era uma vez muitas formigas!
Que superaram muitos desafios,
Sábias se juntaram.
Assim a garra das formigas com a
música das cigarras
enfrentaram todas as estações.
Hoje podem celebrar a vida,dizendo poemas e
cantando lindas canções!"
(Lucélia Clarindo)
A família Clarindo Nunes agradece a todas e a todos que participaram e acreditaram
nesta ideia de compartilhar arte!
Muito obrigada!

Aprendi gostar de ler ouvindo as histórias contadas por minha avó e minha mãe. E toda minha infância e adolescência foram assim, permeada de muitas histórias, poucos livros e uma enorme curiosidade em tudo o que poderia haver além da minha janela.
Fiz meus estudos iniciais na Escola Isolada do Parque Estadual de Vila Velha, lugar bonito, região situada próxima a Ponta Grossa, onde podia se ver o “choque entre o azul e o cacho de acácia”.
Dei continuidade aos estudos na Casa da Criança Sant’Ana, e no Colégio Sagrada Família, cursei o magistério.
Descobri-me professora, quando precisei dar uma aula sobre a Grécia, fui elogiada pela professora e uma nova leitura de mundo surgia em minha vida.
Sou professora, Pedagoga com habilitação em Educação Infantil pela UEPG, especialista em Metodologia do Ensino da Arte pelo IBPEX e Literatura pelo ESAP, 26 anos de magistério e dezenove dedicados à prática e a pesquisa das questões literárias.
Numa linha do tempo, poderia dizer que em 1980 foi quando iniciei minha carreira de magistério dando aulas na mesma escola em que fiz as séries iniciais.
Em 1986, fui fazer teatro, onde conheci textos de teatro, autores, atores e o Américo, com quem contraceno na arte da vida.
Mas foi em 1988, com a chegada do meu primeiro filho, Luam, que revisitei minha vocação recebendo uma porção de livros de literatura infantil para catalogar e nunca mais parei de ler, reler, as histórias e as ilustrações, conhecer autores e também de ter filhos.
.Em 1990, veio a Amelu e 1995, o Iam.
E para os três contei e li todas as histórias que quiseram ouvir.
Em 1988, passei a dedicar-me à função de Dinamizadora de Salas de Leitura da Escola Municipal Dr. Raul Pinheiro Machado. Projeto reconhecido pelo CENPEC, publicado no livro Raízes e Asas.
Em 1996, coordenei a sessão de Literatura Infantil e Salas de Leitura na Secretaria Municipal de Educação.
Em 1997, passei a desenvolver projetos de incentivo a leitura, como Morada da Leitura, na Biblioteca Pública, Brinquedoteca Ler e Brincar também é Cultura, no interior de um ônibus e NIFAL, na Usina de Conhecimento.
Em 2002, integrei o programa PROLER, comitê instalado pela secretaria Municipal de Educação onde desenvolvi diversas ações como: Chá com Poesia, Leitura na Praça, Hora do Conto, Mala de Leitura, Formação do Professor-Leitor. Coordenei também os programas Cidadão do Futuro,leitura do jornal Diário dos Campos, Fura-Bolo, da empresa Cargil e Ler e Pensar do jornal Gazeta do Povo.
Em 2005, retorno a escola para desenvolver projetos de arte, literatura e leitura de jornal, na escola Frei Elias Zulian.
No decorrer desta história, pesquisando, registrando minha prática, já participei de publicações como:
Práticas Pedagógicas 1993- UEPG.
Compartilhando Experiências Pedagógicas-SME 1995.
Revista Nova Escola – dez 1995.
Cadernos Pedagógicos- SME 1996.
14º COLE – Mala de leitura e Chá com Poesia. 2003.
Participei como Contadora de Histórias das três Feiras do Livro da cidade de Ponta Grossa, em 2002, 2003 e 2004.
Ministrei a oficina “A leitura contada em Verso e Prosa”, em diversas cidades do Paraná e Itararé.
E continuo minha história quando ela já se entrelaça com as histórias dos meus filhos que já estão saindo por aí para contar e cantar histórias para as crianças e voltando para me contar como foi.
Enquanto cuido da minha saúde, participo de grupos de estudos de educação à distancia e toda quarta feira abro o quintal da minha casa para uma porção de crianças entrarem e fazerem arte.
É o Bando da Leitura, toda quarta feira, à tarde em minha casa.
LUCÉLIA DE CÁSSIA CLARINDO
Professora, Pedagoga com especialização em Arte e Literatura